Enem 2018: filme ‘Pantera Negra’ ajuda a estudar sobre atualidade

Dica por: Alexandre Souza, professor de Geografia e Atualidade do Século Colégio e Curso

Quando temos a capacidade de enxergar o mundo ao nosso redor como fonte inesgotável de conhecimento a ser adquirido. Podemos colher aprendizagem em qualquer aragem, seja ela uma conversa descontraída com amigos, a sala de aula, a mesa de uma lanchonete, um programa de TV e, por que não?, numa boa e velha sala de cinema. Os filmes podem e devem ser encarados como um acervo de informações que, se analisadas do modo certo, podem contribuir para o nosso crescimento intelectual.

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Observação 1

A maior parte do filme se passa em Wakanda e na Coréia do Sul, mas algumas cenas mostram Oakland, na Califórnia. Este detalhe permite-nos observar um aspecto marcante da globalização das culturas no mundo atual, iniciada a partir do processo de colonização.

Candidato, fique atento à frase: “O interessante em ser negro é que até você abrir a boca, ninguém sabe de onde você é”.

Observação 2

O filme valoriza elementos culturais do continente africano com muitas referências, evidenciando os aspectos ritualísticos, culturais, de vestuário, de organizações tribais, linguísticos e de riquezas naturais do continente preservados ao longo dos tempos por africanos e seus descendentes.

Candidato, fique atento à frase: “Eu quero tirar essa coisa ridícula da minha cabeça”, dita pela guerreira Wakandana contra uma imposição aos padrões de beleza ocidentais, neste caso a moda (cabelo).

Observação 3

É importante notar a resistência dos povos africanos, as implicações da colonização e o nível de desenvolvimento do continente pré e pós colonização. O “vibranium”, elemento cósmico fictício, representa a capacidade natural de exploração de uma fonte de energia capaz de produzir alta tecnológica à qual os colonizadores não tiveram acesso.

Candidato, fique atento à frase: “Como você acha que seus ancestrais conseguiram os objetos? Acha que pagaram um preço justo? Ou que eles tiraram de nós, como tiram tudo o que querem?”

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Resumindo…

O filme, portanto, deixa um legado, implicando no imaginário relativo ao continente africano tanto em termos do passado como do presente, rompe com as visões pejorativas aos povos africanos e instiga o interesse pela historiografia da África, contribuindo também para o ensino.

E no fim… finalmente, a célebre frase no final do filme: “Em tempos de crise, os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem muros”.

Essa última frase nos permite formular uma alusão clara e crítica aos conflitos atuais entre os países ricos e subdesenvolvidos, às construções dos muros, à criação das barreiras contra os fluxos migratórios e ao descaso dos países ricos como a questão da pobreza no mundo.